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Na última semana, o CFESS publicou uma entrevista com a assistente social e pesquisadora Cristina Brites, que fez um debate sobre o uso de drogas e a internação compulsória longe do senso comum ditado pela mídia e pelo Estado. Ela apresentou experiências de trabalho em equipes de atendimento a usuários de drogas, questionou o recolhimento à força, apresentando alternativas, e afirmou que o debate não deve ser contaminado por questões moralistas e conservadoras.

 

Pois bem, o tema volta a ser assunto desta página virtual, desta vez com o CFESS Manifesta do Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, celebrado nesta quarta-feira, 26 de junho.

 

No documento, o Conselho Federal afirma: “A prioridade da política sobre drogas então definida não está orientada para a atenção pautada na redução de danos, mas, ao focar a centralidade do enfrentamento no uso do crack, decorrem daí, em especial, ações policiais violentas e tratamentos compulsórios, ao invés de proporcionar o cuidado ao/à usuário/a em seu território, respeitando a sua autonomia e liberdade”.

 

O CFESS Manifesta aponta também alguns eixos defendidos por movimentos sociais que discutem a política de drogas no Brasil, inclusive pela Frente Nacional sobre Drogas e Direitos Humanos (FNDDH), da qual o Conselho faz parte. Entre os pontos estão: descriminalização da posse de drogas e do cultivo para uso pessoal; definições de parâmetros que possibilitem definir e distinguir, explicitando usuários/as e traficantes; priorização dos tratamentos ambulatoriais em detrimento das internações; fortalecimento da estratégia de redução de danos nas políticas de atenção integral a usuários/as de drogas; dentre outras.

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